
Informações falsas sobre alimentação e saúde circulam cada vez mais rápido nas redes sociais e no ambiente digital e o impacto vai além da desinformação: escolhas alimentares inadequadas, práticas de risco e prejuízos reais à saúde da população.
Diante desse cenário, o Conselho Federal de Nutrição (CFN) tem intensificado, de forma permanente, ações de combate à desinformação em saúde, reforçando a importância de conteúdos baseados em evidências científicas.
Por meio da Campanha de Combate à Desinformação na Saúde, o CFN produz cards, folders, informativos e materiais educativos que alertam a sociedade sobre os riscos das dietas da moda, das práticas restritivas e do consumo de produtos divulgados sem respaldo técnico. A mensagem é clara: alimentação é coisa séria e deve ser conduzida por nutricionistas, os profissionais legalmente habilitados para orientar escolhas seguras, individualizadas e responsáveis.
Desinformação, terrorismo nutricional e dietas da moda
Um dos focos centrais da campanha é o enfrentamento do chamado “terrorismo nutricional”, marcado pela demonização de alimentos amplamente consumidos, como trigo, leite, ovos e açúcar. Somam-se a isso dietas sem comprovação científica, amplamente promovidas nas redes sociais, muitas vezes por perfis interessados apenas na venda de produtos e soluções rápidas.
Essas práticas costumam excluir grupos alimentares essenciais e podem provocar desequilíbrios nutricionais, alterações intestinais e impactos negativos à saúde. Exemplos recentes incluem dietas que restringem ou eliminam frutas, verduras e legumes, como a chamada dieta carnívora, baseada exclusivamente no consumo de carnes.
O CFN alerta: não existem fórmulas milagrosas para emagrecimento ou saúde.
Modismos alimentares, quando seguidos sem acompanhamento profissional, ampliam a desinformação e expõem a população a riscos desnecessários.
Informação acessível, verificada e com foco no cidadão
Além de alertar, a campanha orienta o cidadão a desenvolver um olhar crítico sobre conteúdos e produtos divulgados na internet. Um dos temas de maior atenção é o comércio digital de suplementos alimentares. Apenas em 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu mais de 55 mil notificações para a retirada de anúncios de suplementos irregulares, um dado que evidencia a dimensão do problema.
Nesse contexto, o CFN também atua junto ao Congresso Nacional, oferecendo apoio técnico às discussões que buscam regulamentar a formulação, a comercialização e o uso de suplementos alimentares no país. O Conselho tem alertado para o uso indiscriminado desses produtos, impulsionado pelo marketing digital e pela venda online sem orientação profissional adequada.
Outro ponto de atenção é a adulteração de suplementos, prática que representa risco direto à saúde, especialmente para públicos mais vulneráveis, como idosos e crianças. Para o CFN, a regulamentação do setor é urgente e deve priorizar a segurança do consumidor e o acesso à informação correta.
Ao integrar educação, comunicação pública e atuação institucional, o Conselho Federal de Nutrição reafirma seu compromisso com a defesa da ciência, da saúde coletiva e do direito da população à informação confiável. Em tempos de desinformação, escolher a ciência é um ato de cuidado. Fonte: Sistema CFN/CRN.
