
Promovido pela Caramuru, evento em Itumbiara (GO) reuniu produtores e especialistas para discutir inovação, manejo e estratégias para fortalecer a cultura do girassol
Na última quinta-feira, 10, aconteceu a 7ª edição da Giratech Caramuru, evento voltado para a cultura do Girassol. A necessidade de adaptação climática e a busca do produtor rural por alternativas financeiramente seguras deram o tom da sétima dessa edição. Promovido pela Caramuru Alimentos, em Itumbiara (GO), o evento reuniu centenas de produtores rurais, pesquisadores e especialistas do agronegócio para discutir os desafios do ciclo atual, compartilhar avanços tecnológicos e projetar caminhos para ampliar a produtividade e a rentabilidade da cultura.
A edição deste ano ocorreu após um ciclo desafiador para a cultura da soja diante do atraso no plantio e da irregularidade das chuvas, fatores que reduziram a janela ideal para o cultivo da segunda safra. Apesar desse contexto, a estimativa preliminar da companhia é originar cerca de 55 mil toneladas de girassol. No período, a Caramuru ampliou em 5% a área plantada na safra 2025/2026, alcançando 55,8 mil hectares, o que demonstra a capacidade de resiliência e a versatilidade da cultura do Girassol.
O crescimento da cultura acompanha os 27 anos de atuação da Caramuru no desenvolvimento do girassol no Cerrado brasileiro. Pioneira na introdução da cultura em Goiás, a companhia contribuiu para consolidar o estado como o principal polo produtor de girassol do país. Além do processamento industrial, a empresa apoia os produtores por meio de assistência técnica especializada, oferta de sementes, contratos antecipados de comercialização e garantia de compra da produção.
Segundo Túlio Ribeiro, Gerente de Negócios de Girassol da Caramuru Alimentos, a expectativa da companhia para a próxima safra é ampliar a originação para 100 mil toneladas, aproximando-se da capacidade instalada de processamento, de 125 mil toneladas por ano. Para sustentar esse crescimento, a empresa investe na expansão de sua infraestrutura logística, com a construção de um novo armazém dedicado ao recebimento de girassol em seu complexo industrial e de uma nova unidade armazenadora na região de Silvânia (GO).
O avanço da cultura também está associado às suas características agronômicas e econômicas. Como alternativa de diversificação da segunda safra, o girassol demanda cerca de 250 milímetros de chuva para o seu desenvolvimento, frente aos aproximadamente 600 milímetros exigidos pelo milho safrinha, além de apresentar menor custo de implantação. Quando conduzida dentro da janela ideal de plantio e com manejo adequado, a cultura pode proporcionar rentabilidade líquida entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil por hectare. Outro benefício é a reciclagem de potássio, que contribui para a melhoria da fertilidade do solo e favorece o desempenho da safra seguinte de soja. "O Giratech Caramuru é uma oportunidade onde discutimos os desafios da safra, compartilharmos conhecimento técnico e apresentarmos soluções que fortaleçam o desenvolvimento da cultura. O clima trouxe desafios importantes neste ciclo, mas também reforçou a importância do girassol como alternativa para diversificação da segunda safra”, explica Túlio. “Quando cultivada dentro do período correto, a cultura já demonstrou que tem potencial para trazer ganhos expressivos aos produtores”, complementa.
O Giratech Caramuru debateu sobre manejo, controle de pragas, tecnologias aplicadas ao cultivo e perspectivas para o mercado. O evento também promove a troca de experiências entre produtores e especialistas, reforçando o papel da assistência técnica e da inovação para ampliar a competitividade e fortalecer a cadeia produtiva do girassol no Brasil. Fonte/imagens: FSB Comunicação/Caramuru.

Gestores da Caramuru presentes em maus uma Giratech

Alberto Borges, do Conselho Estratégico da Caramuru com a equipe

Prefeito Dione Araújo foi uma das autoridades que prestigiaram evento
