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Faeg e Aprosoja Goiás querem sustentar preços mínimos para o milho

Cristiano Palavro
A colheita da segunda safra de milho já foi iniciada em Goiás e a expectativa é que até o final de agosto sejam colhidos no estado cerca de 6,2 milhões de toneladas do grão, segundo os dados do IBGE. Somada a primeira safra, quando foi produzido 2,1 milhões de toneladas, existe uma forte oferta do produto em todo o estado, o que já impacta em reflexos negativos nos preços comercializados pelo milho.

Afim de dar sustentação ao preço do grão e promover o escoamento da produção, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e a Aprosoja Goiás solicitaram a atuação do Governo Federal, por meio das políticas de apoio a comercialização, como as definidas pela Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), utilizando os instrumentos de aquisições diretas (AGF) e de equalização de preços (PEP e PEPRO).

A expectativa é que o consumo de milho em Goiás fique em aproximadamente 5,1 milhões de toneladas, restando um excedente de 3,4 milhões de toneladas, que ainda poderá ser acrescido com a entrada de milho de outros estados, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os preços do milho dentro do estado já recuaram cerca de 15% nos últimos 30 dias, e com o avanço da colheita da safrinha, que se concentra nos próximos 40 dias, as expectativas são de reduções ainda maiores nas próximas semanas. Em algumas regiões do estado, como no Sudoeste, os preços já estão abaixo do preço mínimo estabelecido pelo governo federal, de R$17,46.

O que contribui com este cenário são as cotações internacionais do cereal, que influenciadas pela expectativa de elevada produção na safra norte-americana e estoques confortáveis, estão pressionando negativamente os preços do milho.

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