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Artigo -

Miguel Patrício

Miguel Patrício

        Nos últimos tempos, nossa cidade tem apresentado pouco progresso. Sem medo de cometer injustiças, posso afirmar que a população quase nada ganhou. E, mesmo assim, essa mesma população pouco faz para conservar as coisas boas que tem. Uma delas é a sala de cinema Sétima Arte. Ela sobrevive graças ao altruísmo do proprietário que, apaixonado pela causa e pela cidade, conserva as portas do local abertas, mesmo sem visar lucros.
        Como membro dessa sociedade, quero lamentar a nossa insensibilidade em não reconhecer a importância dessa sala de projeções sempre à disposição. Poucas cidades deste porte têm igual. Pequena, é verdade, mas grande demais frente à nossa incultura. Imensa perante nossa insensatez. Sei que o referido proprietário nem precisa do resultado financeiro da bilheteria; espera apenas pelo reconhecimento de seu esforço, de sua dedicação, de seu amor pela sétima arte. Em uma das poucas vezes que compareci ao local, ele exibiu o filme para três pessoas apenas, demonstrando seu respeito ao público, mesmo reduzido.
        Sei que os tempos mudaram, que estamos na época 3D, que baixamos os lançamentos pela internet no conforto de nossas casas. No entanto, perdemos a magia de um passeio, a oportunidade de rever os amigos e de conservar o que temos de bom. Esta semana está em cartaz mais um grande lançamento no cinema que é nosso. A gente se vê por lá.

Miguel Patrício, professor, escritor, ator e radialista

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