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Goiatuba -

O que podemos fazer por Goiatuba?

Marcos Correa Pais

Não muito distante no século passado, Enquanto os EUA estavam dando um novo salto de desenvolvimento, o então presidente John Kennedy provocava o povo americano com a seguinte questão: “Não pergunte o que o país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo país”. Atualizando e parafraseando a questão do grande presidente americano, acredito que a pergunta que devemos fazer é a seguinte: “Pergunte o que a sua cidade pode fazer por você. E pergunte o que você pode fazer pela sua cidade”.

É absolutamente legítimo e natural que todos desejem que a sua cidade lhes proporcione a melhor qualidade de vida possível. Todos pagam seus impostos, escolhem seus vereadores e prefeito e desejam ter uma contrapartida adequada no que diz respeito à prestação de serviços nas áreas da saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e assim por diante. Deste modo, é absolutamente necessário que o cidadão esteja vigilante, cobrando tudo aquilo que entende que a cidade deve lhe oportunizar para melhorar o seu cotidiano.

O grande problema é que, de modo gradativo, estamos nos esquecendo de indagar “o que podemos fazer pela nossa cidade?”. Felizmente, Goiatuba é uma região potencial em Agronegócios e outros, onde a participação democrática da população “não” é um verdadeiro exemplo para o mundo. São centenas de pessoas que participam ativamente desse retrocesso que vivemos, fazendo do seu “voto” objeto de troca nos dias de eleições.

Mas o outro lado da moeda tem demonstrado que ainda existe uma parcela significativa da nossa população que desconhece os direitos e interesses coletivos. Ou seja, desejam usufruir (legitimamente) de todas as benesses oferecidas pela cidade, mas não estão preocupadas em dar uma parcela da sua colaboração para torná-la ainda melhor. Basta entrar nas redes sociais e perceber o descontentamento e críticas aos nossos gestores, porém uma certa quantia dessas pessoas são aquelas que trocou seu voto por uma caixinha de cerveja, um saco de cimento, uma conta de luz e por aí vai... A partir do momento que Você vende seu voto, o comprometimento do político comprador se encerra ali, É UMA CONTRA PRESTAÇÃO IMEDIATA, não tem como cobrar nada depois, pois o candidato vai se preocupar muito mais em buscar de volta valores investidos na campanha do que mesmo fazer seu papel de representante do povo.

Imediatamente, todos reclamam, de forma legítima, porém esquecem que a culpa é sua também porque vendeu seu voto.

O QUE PODEMOS FAZER POR GOIATUBA? Você deixar de “VENDER” seu voto já seria um bom começo.

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