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Espaço Cultural -

VOLTE, AGETOP!

Hoje não me contive. Bateu-me uma dor no coração e tive que te escrever. Não podia ficar em silêncio, preciso falar com você. Tenho que contar de nosso desespero ao saber de sua ausência. Você sumiu de repente, foi embora sem deixar notícias e nós ficamos aqui com a incerteza de seu retorno. Agetop, por que você nos disse adeus?

A cidade estava ficando bonita com todo o asfalto novo cobrindo nossas ruas. Aqueles buracos decenais estavam desaparecendo um a um. No setor onde moro, o recapeamento ficou perfeito, mas ainda falta muito para que a cidade toda seja contemplada. Na rua de minha irmã você ainda não passou. E nós não te vemos por aí há mais de mês. Por que você nos abandonou, Agetop?

O que foi que nós fizemos que não te agradou? Ou deixamos de fazer alguma coisa que culminou em sua despedida? A chegada das chuvas pode ter interrompido seu trabalho. Quero muito acreditar nessa última hipótese, pois seria uma tragédia saber que não irá retornar um dia. Volte, Agetop, estamos morrendo de saudade de você.

Será que nos trocou por outra cidade? Outras pessoas te acolheram com mais respeito e educação? Se for por isso, nos perdoe. Não vamos mais retirar as placas de proteção e invadir o asfalto ainda molhado. Prometemos nos comportar. Volte, Agetop, onde quer que você se encontre, volte. A gente estava a dois passos do paraíso. Agetop, ouça a súplica desse pobre goiatubense...

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