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ESPERANDO DIAS MELHORES

Num dia desses, subindo a pé pela avenida principal de nossa cidade, eu me preocupei. Chamou-me atenção a grande quantidade de lojas comerciais com as portas fechadas e o cartaz “Aluga-se” suspenso nas vidraças. Não é motivo de preocupação? Todos esses empresários tiveram que parar por um tempo as suas atividades até o comércio reagir e voltar a produzir lucros. Quem sabe muitos deles, devido ao prejuízo, levaram para casa uma dívida difícil de saldar. O pior de tudo é que, ao fechar as portas, passam a não produzir riquezas e deixam de oferecer empregos. E não precisa ser um economista para saber que as consequências aparecem como numa avalanche: o que vem de cima vai levando “de rodo” quem está embaixo.

A recessão que o País atravessa traz de presente esses e muitos outros reflexos. A inflação é uma realidade, mesmo com a afirmação do Palácio de que ela está controlada. A cada dia o poder aquisitivo da população está menor. Dificilmente se vê no caixa de qualquer supermercado um carrinho cheio de mercadorias. Todos estão comprando somente o básico, nada mais. Do rendimento pouco sobra para o lazer, para uma pequena viagem; aliás, é um absurdo o valor do combustível nos dias de hoje. E aquele plano de trocar o carro no início do ano já foi adiado. Tudo isso reduz o bem-estar, diminui a qualidade de vida.

Este é o presente que Papai Noel está nos trazendo neste Natal. O povão é que mais sofre. Do salário minguado quase nada sobra para as despesas já que, levado pelo incentivo do Governo, adquiriu móveis e utensílios e agora está afundado em dívidas, lutando para pagar as prestações. Os aposentados entraram no empréstimo consignado e agora o que recebem mal dá para comprar os remédios que precisam. Até mesmo os cidadãos mais abastados estão contendo os seus gastos; sabem que um dia acaba o que apenas se tira e não repõe. E mesmo as pessoas que enganam, que vivem apenas da aparência estão colocando os pés no chão, com medo desse momento incerto do País.

Resta trabalhar e rezar para que as coisas mudem. Esperar que os bons fluídos do Ano Novo modifiquem o quadro. Como diz Jota Quest em uma de suas canções: Vivemos esperando dias melhores! Vamos torcer, sobretudo, que no ano seguinte os políticos roubem menos e sobre um pouquinho para nós. Feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos!

Participação: Luciano do Reis

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