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Opinião: O que queremos de nós?

O homem esta inserido na sociedade como um ser criador e transformador, logo, suas criações e transformações estarão de acordo com suas crenças e valores. Porém, este encontro com o EU, quase sempre não acontece, causando muitas frustrações, sofrimentos e desajustes sociais. Estes desencontros muitas vezes não acontecem por falta de interesse e de força motivadora, mas, em algumas situações por condições de vida que se leva, que não favorece tal encontro consigo mesmo e com aquilo que se deseja.

Assim como a qualidade de vida torna-se importante para o bom desempenho profissional a vida profissional também esta interligada a qualidade de vida. Fazendo-se necessário um ajustamento entre as duas dimensões para um melhor desempenho e satisfação do ser humano. Em um sentido mais amplo, sabe-se que todos têm problemas e isso não significa que a existência de tais problemas internos ou não, necessariamente, significam anormalidades psíquicas. Uma sobrecarga de dificuldades, dúvidas e conflitos impõe-se, normalmente, a cada um de nós em nossas atividades de rotinas.

A cada comportamento se tem um reduto de recursos pessoais utilizados, mas isso não quer dizer que tais recursos se esgotem definitivamente; pelo contrário, eles vão se recompor e a cada obstáculo vencido a pessoa sente-se como que realimentada em seu próprio EU e mais predisposta a enfrentar novas e futuras etapas da vida. Caso não possa fazê-lo sozinho, se deve compreender que precisa de ajuda.

Um estudo levantado desta relação do corpo e da mente, dos processos biológicos e psicológicos serão entendidos e compreendidos com a relação entre o trabalho e a saúde mental e que também envolve a qualidade de vida. Hanna Arendt tem uma colocação que complementa este artigo “Não existe felicidade duradoura fora do ciclo prescrito da exaustão dolorosa e regeneração agradável”. A autora diferencia entre o trabalho exercido pelo homem e que está diretamente relacionado à sua sobrevivência, daquele que é desempenhado para a manutenção do mundo à sua volta, acrescentado que apenas o primeiro, o labor, pode ser fonte de felicidade. Neste sentido, o que queremos de nós?

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