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Eu não quero ser prefeito

Eu não quero ser prefeito


Não quero ser uma ilha de corrupção no meio de um mar de corruptores.

Não quero ser uma ilha de desonestidade no meio de um oceano de honestos.

Não quero ser o responsável em administrar os recursos arrecadados em meio aos sonegadores, que exigem boas escolas para seus filhos, mas não se preocupam em educá-los no berço.

Não quero ser o responsável em manter arrumadas as ruas e avenidas por onde passam todo tipo de veículos derramando combustíveis derivados do mesmo petróleo de que é feito o asfalto, corroendo a pavimentação e ocasionando buracos.

Não quero ser o ordenador das despesas da saúde pública, que é exigida pelos que não possuem nem mesmo a seguridade obrigatória.

Não quero chegar tarde em casa e me alimentar de comida fria ou requentada.

Não quero deixar de cuidar dos meus filhos, pra cuidar dos filhos dos outros.

Não quero ser o pagador das despesas daqueles que me acompanham aos gabinetes e palácios em busca dos benefícios coletivos.

Não quero ter que empregar ‘companheiros’ que na verdade, não querem trabalhar.

Não quero ser o culpado das grandes indústrias não se instalarem no meu município.

Não quero pedir ao comandante da polícia pra soltar um carro que estava ilegal na rua.

Não quero pedir ao delegado que solte um bêbado arruaceiro.

Não quero ter que desculpar o filho do correligionário que estava depredando um bem público.

Não quero ser o responsável em criar empregos pra quem não quer trabalhar.

Não quero fazer promessas que não posso cumprir.

Não quero morrer esquecido num canto qualquer.

Por isso amigos, familiares e companheiros, não votem em mim...

Pois eu não quero ser prefeito.

Prof. Divino Alves de Sousa
A reprodução deste artigo é atendendo pedido dos nossos leitores.

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