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Agronegócios -

Chegam ao fim restrições do FCO 2016

Assessoria de Comunicação
Com grande empenho da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) chegou ao fim nesta terça-feira (16) as restrições para a aquisição de matrizes ou reprodutores de genética bovina em Goiás. A entidade se reuniu durante a tarde com o Conselho Deliberativo de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Condel), a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e entidades ligadas ao setor, e comemorou o resultado de um trabalho que vinha sendo discutido desde o início do ano. A restrição que foi derrubada, constava na programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para esse ano, já que havia restringido o custeio somente para animais que apresentassem certificados de registros emitidos pelas associações de criadores.

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, vê o resultado como uma grande vitória para os produtores goianos, tendo em vista as consequências que tais restrições impunham durante os financiamentos, resultando em um impacto negativo nos custos finais.

O gerente de assuntos técnicos e econômicos da Faeg, Edson Novais, explica que as reuniões tiveram início a partir de uma preocupação da entidade, que foi procurada por pecuaristas e produtores em busca de soluções. “Com essa retirada os produtores poderão novamente dar sequência no planejamento de sua atividade e nos seus investimentos, fazendo com que a agropecuária continue sendo o carro chefe da economia de Goiás”, destaca o gerente de assuntos técnicos e econômicos da Faeg, Edson Novais.

Registro - No estado, segundo Edson, existe um percentual pequeno de animais registrados. De mais de 2,4 milhões de vacas que foram ordenhadas em 2015, não foi possível chegar a apenas 1% dos animais registrados. “O que não quer dizer que não tenham uma boa genética. Eles só não seguiram os tramites para o registro. Além dos produtores que forem financiar os animais pelo FCO encontrarem dificuldades para adquirir animais já registrados, temos outros entraves que também inibirão os financiamentos e os investimentos desses produtores”, afirma.

Outra preocupação, diz respeito a estrutura das associações para atender toda a demanda no estado, na emissão de certificados das matrizes ou reprodutores que forem financiadas. Além disso, a certificação dos animais não certificados demanda tempo e recursos financeiros que podem inviabilizar o investimento devido aos elevados custos para os produtores rurais. “Assim, o produtor que já se encontra com dificuldades para equilibrar seu custo de produção com os baixos preços dos seus produtos, terá que rever seus investimentos e ou até adiá-los”, destaca.

O gerente alerta que o ideal é estimular e incentivar a evolução genética através de uma bonificação - com juros menores -, para aquele produtor que adquirisse os animais com certificados de registros. Por conta disso, a Faeg encaminhou um documento para o Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), solicitando intervenção junto ao Conselho Deliberativo de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Condel) e Superintendência do Desen-volvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

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