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Esporte -

Memórias - Por Nilton Viturino

ZÉ BORRACHA

Nesta primeira edição do “Memórias”, vamos relembrar um pouquinho da história de uma pessoa muito querida por todos os goiatubenses e que sua simplicidade e o tempo quase o fez cair no tradicional esquecimento e correria do nosso dia a dia.
Ao nascer, recebeu o nome de José Silmo Pires, mas a vida se encarregou de lhe dar um apelido que sobrepôs o próprio nome civil e o marcou graças a suas inesquecíveis atuações como goleiro de futebol – Zé Borracha, apelido carinho diante de sua grande elasticidade debaixo dos três paus (o Gol), quando atuava pelas equipes que defendeu.

O Clube Esportivo Goiatubense, a pedido de Paulo Chôco, na época jogador do Flamengo (RJ), que juntamente com Marcial, também goleiro do Flamengo, indicou o jovem Zé Borracha ao Ipiranga, equipe de Anápolis (foto). O Goiânia com sua esperteza veio na frente e o levou. Mas antes da assinatura do contrato, dirigentes anapolinos o sequestraram e o levaram para Anápolis (foto), o que rendeu um quiproquó danado.

Depois de um tempo, Zé Borracha foi para o Nacional de Uberaba (MG), lá, quebrou a clavícula, após a recuperação foi emprestado ao Frutal (MG). Recuperou-se e foi nesta oportunidade que o Dr. Lauro Coury, irmão do presidente do Santos (SP), o indicou ao capitão Zito para jogar no Santos. Mas o jovem goleiro veio passear em Goiatuba e o então prefeito à época, Divino Garcia Rosa o convenceu a jogar no Goiatuba Esporte Clube, que acabava de ser criado e disputaria uma seletiva para ingressar no Campeonato Goiano de Profissionais do ano de 1971.

A partir daí, Zé Borracha nunca mais saiu da cidade, jogando pela equipe azulina até o ano de 1978. O inesquecível arqueiro da meta goiatubense se tornou funcionário público e hoje está aposentado. No auge de sua carreira futebolística, Zé Borracha recebeu inúmeras propostas de grandes equipes do futebol brasileiro, mas nenhuma capaz de tira-lo de Goiatuba.

Esta é a belíssima história de Zé Borracha, o eterno goleiro do Azulão do Sul!

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