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Duas notícias me chamaram a atenção esta semana. Fiquei tentando entender até onde vai à vaidade humana...

1)           O relógio suíço Guépard do jogador do Palmeiras, Daniel Carvalho foi encontrado em uma favela. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o relógio foi encontrado durante uma averiguação de policiais na favela sobre um suspeito de envolvimento no crime. O detido estava nas proximidades do barraco onde o Guépard foi localizado. O relógio está avaliado em R$16 mil.

2)           A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou nesta quinta-feira (28) o retrato falado do homem suspeito de roubar um vibrador folheado a ouro no dia 30 de maio. A peça está avaliada em R$ 8 mil e estava em exposição. O vibrador era vendido apenas por encomenda.

Por dedução óbvia, quem rouba, rouba para suprir suas necessidades básicas.

Porém, não é raro, pelo contrário, que a ostentação dos criminosos tornou-se um atrativo para recrutamento de novos bandidos.

Mas vamos lá, vamos tentar entender os dois casos. E por extensão, outros, de outras ordens, que nos são apresentados pela mídia no nosso dia a dia.

Iniciando pela ordem, relógio usamos para nos informar sobre hora. E, sem questionar o proprietário, mas questionando o assaltante, já que pela relevância do crime fará ou não com que a polícia venha ao seu encalço, roubar um objeto que tenha o mesmo fim de outro de infinito menor valor, demonstra que o mesmo fez uma idiotice...

Já o segundo caso, em que pese eu não ser um expert no assunto, acredito que o instrumento, sendo de ouro ou não, traria o mesmo conforto ao usuário. A não ser que este se vangloriasse junto à classe de malfeitores, que o “seu consolo”, além de prazeres indescritíveis, tem eterna garantia. E, assim como no caso anterior, colocou todo um regimento em seu encalço... Uma idiotice...

Entender bandido, não é fácil. Como entender um cara que comete latrocínio? Porquê se o elemento mata sua vítima, que poderia ser uma futura vítima (estatísticas mostram que nas grandes cidades uma em cada três pessoas já foram assaltadas mais de uma vez), é o mesmo que pescador pescar em época de piracema. Está matando seu negócio! Se eu fosse um chefão do pedaço, todo bandido que matasse quem quer que fosse, pelas razões citadas, o “elemento” estaria na minha lista negra para morrer. Concorrente e predador, ainda por cima?

Voltando no raciocínio que me trouxe a escrever sobre os motivos dos roubos, não é preciso ser um sociólogo para entender o que está ocorrendo. O governo promove um assistencialismo permanente, suprindo as necessidades fundamentais dos cidadãos, indiscriminadamente, o que acabou  dando espaço para o glamour das jóias, carrões, barcões, etc. É bolsa-isso, bolsa-aquilo, bolsa-aquiloutro, que dá medo. E isso tem levado os marginais a se sentirem no direito de, já que o básico está garantido, ostentar. Com relógio e consolo 18 quilates...

Roberto Lourenço, empresário

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